Encontra-se no blog do meu caríssimo fellow videogamer Rui Craveirinha um belo texto acerca do jogo BRAID, da autoria de Jonathan Blow, cuja leitura recomendo a todos aqueles que buscam a enfatização das dinâmicas da arte aplicadas à criação dos videojogos - de resto uma constante nas análises levadas a cabo no MetaGame.
Faço das palavras do Rui, salvando algumas excepções nas quais optaria por manter maior contenção, as minhas próprias. No que concerne a esse grande avanço na conceptualização e na redefinição das metas a atingir num videojogo independente que é BRAID, tão apenas uma perspectiva honesta, salutar e estruturada como esta poderia desejar traduzir a experiência de meditação e dissecação de um quarto de século na companhia do persistente género de plataformas.
Eis uma experiência magnífica que terei de partilhar na primeira pessoa: tive o prazer de receber recentemente, via air mail, uma cópia autografada (!) do livro Videogames, In the Beginning, um relato de Ralph Baer sobre a origem da sua consola de jogos Magnavox Odyssey e da própria indústria em si.
Como se o próprio facto de ter conseguido encontrar o livro já não fosse razão para despertar grande felicidade, o facto de ser uma das poucas cópias autografadas ainda torna o livro mais valioso - um verdadeiro tesouro. Para tornar a ocasião mais especial, foi o próprio Leonard Herman (autor de Phoenix: The Fall and Rise of Home Videogames) que me enviou a encomenda e assinou o envelope. Toda uma sucessão de felizes eventos.
Quem ainda não tiver compreendido a razão do meu regozijo fique a saber que Baer é o verdadeiro pai dos jogos de vídeo e detém a patente da primeira consola caseira de jogos electrónicos de TV. Análise ao livro e possível perfil para breve no site. Fica um video onde Ralph Baer e Bill Harrison demonstram o seu projecto. A insustentável beleza do botão "english" prevalece ao ângulo de ressalto de PONG.