Friday, April 11, 2008

Some Birds Aren't Meant To Be Caged



Partindo de uma frase do filme Shawshank Redemption (ver o excelente texto do blog Fila C para mais informação sobre o filme), escrevi um pequeníssimo ensaio que explora o valor da Liberdade no jogo ICO intitulado 'Some Birds Aren't Meant To Be Caged', ilustrado por vários exemplos onde este complexo conceito foi explorado em demais videojogos. Este texto marcou minha primeira participação oficial no blog 'Team Ico Gamers', agora encerrado. Por esta razão procurei recuperar o texto e reprocessá-lo em formato PDF disponível para download para quem desejar conhecer uma perspectiva diferente do trabalho de estreia de Ueda e associados na SCE.



2 comments:

luxxx said...

Apenas uma adenda, a frase foi escrita por Stephen King para o conto "Rita Hayworth and Shawshank Redemption", pertence ao livro "Different Seasons", de 1982. Diga-se que é bem melhor do que a adaptação cinematográfica.

"Stand By Me" é outro dos contos saídos desse livro, mais tarde adaptado ao grande ecrã por Rob Reiner.

Dieubussy said...

Obrigado pela adenda. De facto já tive oportunidade de ler esse conto, ainda que, por não seguir de perto a obra de King, essa referência só me tenha vindo a posteriori relativamente ao filme de Frank Darabont.

De facto foi curioso compreender o quanto o filme corresponde ao texto escrito, enquanto exercita em todos os momentos uma refinada linguagem fílmica. Quanto à questão sobre qual das obras é superior, prefiro não tecer juízos nesse sentido, na medida em que devemos sempre respeitar as características próprias de cada meio. São dialectos diferentes, o da literatura e o do cinema, cada qual com as suas referências e figuras de estilo. O próprio King é o exemplo vivo de que um bom escritor não é, por regra, um bom produtor ou realizador de cinema ou TV (e vice-versa).

Posta a questão, recordo até um contexto ainda mais remoto, nomeadamente o obra de Thomas E. Gaddis intitulada 'Birdman of Alcatraz' - baseada na história verídica de um homem em pena perpétua que se torna um dos mais reverenciados ornitólogos do mundo. Aqui encontramos na perfeição toda a problemática da liberdade simbolizada através de um pássaro, com paralelismos vincados entre o espaço cerrado da "gaiola" e o da "cela prisional", entre o conceito de voo e a derradeira expressão de independência. Curiosamente também o livro foi adaptado alguns anos depois ao cinema por John Frankenheimer, naquele que é um dos títulos mais memoráveis da sua distinta carreira de realizador.

No que diz respeito ao texto, trata-se apenas de um mote, não um contexto essencial para a compreensão da pequena reflexão que procurei fazer.

Muito obrigado por visitar o blog e deixar um comentário. Um abraço!