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Wednesday, September 30, 2009

L'Histoire de Nintendo #2 - The birth of Yokoi's Micro Game legacy



Pix'N Love Editions is a French publisher specialized in creating and editing videogame books. Among dozens of issued works, concerning different companies and systems, L'Histoire de Nintendo is without a doubt their largest and most admirable endeavor. The two existing volumes of the series consist of the unmistakable result of a thorough and obsessive investigation, possible only on account of a great investment, as well as the unofficial participation of Nintendo personalities, interviewed during the course of the project. Whereas the first tome provided an absorbing account of the earliest roots of the Kyoto based company, #2, as hinted by its title 1980-1991 L'étonannte invention: les Game & Watch, explores the rise and expansion of Nintendo's first handheld system, envisioned by the late Gunpei Yokoi.

Codenamed Micro Game during its prototype phase, the Game & Watch system used a technology similar to that of dentaku (Japanese pocket calculators). Unlike its best-selling successor, the Game Boy, the G&W did not work with interchangeable cartridges and so the creation of each new game resulted in 59 unique systems released within a period of almost ten years. The Japanese phenomenon was later brought to different countries around the world, waging a battle against the predictable appearance of numerous replicas and clones – surprisingly featured in the book - that sought to cash in the portable LCD game vogue. In spite of the earlier efforts led by North-American companies such as Atari and Milton Bradley in the foundation of a handheld console market, it was Nintendo’s name that would become the universal epitome of portable gaming, a tradition that endured until this day.

With this second volume, author Fiorent Gorges and his aid in Japanese territories, Isao Yamazaki, have composed an overwhelming and wide-ranging document: not the smallest detail was disregarded in this compilation, including Yokoi's first experiments, unseen sketches of early models, detailed information of every Game & Watch series, advertising materials, official variations, byproducts and recent re-releases. Each of the 194 pages, printed in full color and extensively illustrated with the highest quality, is a heart-felt homage to one of the supreme geniuses of the industry whose tragic death resulted in the premature conclusion of a notable career. Written in an objective and passionate style, the latest volume of this succession is, to the lack of a better expression, the ultimate resource on the history of Nintendo and a paradigm of videogame publications.

More information on how to purchase this book can be found at the official website. For non-French users, please consult this brief tutorial on how to order.

Monday, July 14, 2008

L'Histoire de NINTENDO #1


Aprecie-se ou não a grande companhia que é a Nintendo, não há como negar que a história dos videojogos, nos seus últimos 30 anos, se confunde com a história dessa companhia individual, cuja expansão além fronteiras se projectou num mercado dominante que subsistiu até hoje. Após um profundo e abrangente account de David Sheff nos inícios de 90, com especial afecção pela luta de Minoru Arakawa, Yoko Yamauchi e Howard Lincoln na divisão Norte-Americana, Fiorent Gorges e Isao Yamazaki escrevem "L'Histoire de Nintendo": uma série de livros separados em diferentes volumes, cada qual contendo diferentes épocas da companhia. O primeiro volume, como está à vista, abrange as raízes da empresa, tipologias de cartas criadas durante a era Fusajiro, assim como os brinquedos e jogos sociais, arcades e primeiras consolas domésticas. A sua qualidade, no que diz respeito a apresentação e conteúdos, suplanta largamente a média das publicações actuais, apresentando-se como uma leitura acessível, informada e vastamente ilustrada ao longo de mais de duzentas páginas. O livro de Gorges está, desta forma, destinado a tornar-se uma referência dentro do seu campo, e por esta mesma via um recurso incontornável em qualquer biblioteca sobre a fascinante disciplina que é a História dos jogos de vídeo.

(O meu agradecimento ao Mikaveli por me ter chamado a atenção para esta série de livros. Obrigado!)

Wednesday, January 9, 2008

(Yet Another) Stroll Down Memory Lane



Parece-me muito clara a razão pela qual recordamos tantas vezes a nossa infância: ao nos tornarmos adultos, adquirimos um conjunto de responsabilidades das quais não podemos fugir. O nosso mundo torna-se mais aberto a possibilidades, mas este alargar de horizontes implica não só mais liberdades como também as consequências dos nossos actos. Portanto é apenas natural que nos tentemos situar numa memória ou conjuntos de memórias calorosas nos intervalos da vida adulta. É bom manter alguma infância dentro de nós. Por essa razão parti em busca de alguns objectos que significaram horas de felicidade pura naqueles tempos de menos abundância mas de muito mais entusiasmo pelas pequenas coisas.

Muito antes de se ter aventurado no desenho do famoso Gameboy, Gunpei Yokoi começou a sua carreira na Nintendo como criador de brinquedos. Como utilizador comum dos serviços de transportes públicos, Yokoi notou que muitos dos homens de negócios em viagem se distraíam com as suas pequenas máquinas calculadoras, produto muito popular na época. Baseado no seu estudo de mercado in loco, desenhou um modelo de consola muito semelhante a uma máquina de calcular em dimensões e custos de fabrico, mas cujo propósito era o de entreter. O primeiro jogo lançado, BALL, ditou o formato do sistema, com botões de borracha e um ecrã LCD que, em vez de dígitos, se compunha de desenhos predefinidos para todas as situações possíveis.




Ainda que não fossem as primeiras consolas portáteis da história, as Game & Watch foram um enorme sucesso no mercado japonês, tendo sido exportadas mais tarde para venda em todo o mundo. O modelo que eu tive a sorte de poder jogar era o famoso Donkey Kong Jr., baseado no tema do jogo arcade, sequela do jogo original de 1981, onde desta vez era Mario quem tinha enjaulado o gorila trapalhão.

Como aconteceu com muitos outros brinquedos, jogos ou relógios que possuía na altura, não faço a mínima ideia de como perdi esta pequena consola. Poderá ter acabado como uma vítima da minha obsessão infantil de abrir todos os objectos para conhecer o que os fazia funcionar. Contudo, para quê punir-me eternamente por qualquer acto que tenha feito antes dos meus dez anos de idade? O brinquedo serviu o seu propósito: divertir, numa primeira fase, e suscitar o meu interesse em descobrir o que se esconde por detrás da superfície, na segunda e derradeira fase da sua curta existência.


Saturday, June 16, 2007

Farto de Fanboys

A partir de hoje, cesso as minhas visitas ao blog Kotaku.

Apesar de ser um formato leve e divertido, a verdade é que não foi necessário muito para compreender que aquele sítio está repleto de Nintendo fanboys, ou não fosse um dos membros o conhecido trovador que criou (e tocou) uma música para Miyamoto.

A gota de água foi a questão levantada por Scott Steinberg, Vice Presidente de Marketing da SEGA aquando das suas declarações sobre o futuro da consola Nintendo Wii. Bastou a Scott dizer que estava alarmado com a verdadeira profundidade criativa da consola-fenómeno-de-vendas da Nintendo para que o espírito fanboy se levantasse e chegasse, inclusivamente, ao insulto pessoal, tecido por um colaborador deste popular blog.

Em boa verdade, qualquer pessoa é livre de expressar a sua opinião. Chris Hecker (da Maxis) fê-lo meses atrás, também em relação à Wii, e não denotei nenhum ódio particular contra ele no Kotaku. Contudo fica bem claro que não só impera o fanboyismo neste site, como algum ódio pela própria companhia SEGA - uma companhia que merece tanto respeito como qualquer outra em qualquer parte do mundo.

Mas não só neste site se sentiram pressões: por toda a rede, fóruns Nintendo e não-Nintendo fizeram o mundo dos videojogos abanar, na infeliz credulidade em que a maioria destes fãs vivem. Não ataco (só) os fãs Nintendo. Ataco todos os fãs incondicionais que diminuem os videojogos a um fenómeno de clubismo e, por consequente, todos os que "obrigaram" a companhia a lançar um comunicado à imprensa (via Reuters) para amenizar os ânimos.

Quanto à Kotaku, recomendo que mudem o nome do blog para NintendOtaku.